Tuesday, May 29, 2007
Saturday, May 26, 2007
?
as coincidências são sinais ou os sinais são só coincidências?
(por via das dúvidas...à espera que a próxima lâmpada dê choque.)
(por via das dúvidas...à espera que a próxima lâmpada dê choque.)
Friday, May 25, 2007
Erotismo
O sexo perde todo o seu poder, toda a sua magia, quando se torna explícito, abusivo, quando se torna mecanicamente obcecante. Passa a ser enfadonho. É um erro é não lhe juntar a emoção, a fome, o desejo, a luxúria, os caprichos, as manias, os laços pessoais, relações mais profundas, que lhe mudam a cor, o perfume, os ritmos, a intensidade. A fonte da potência sexual é a curiosidade, é a paixão. O sexo não pode medrar na monotonia. Sem invenções, humores, sentimentos, não há surpresas na cama. O sexo deve ter à mistura lágrimas, riso, palavras, promessas, cenas, ciúme, inveja, todos os condimentos do medo, viagens ao estrangeiro, novas caras, romances, histórias, sonhos, fantasia, música, dança, ópio, vinho.
Anaïs Nin, in Delta de Vénus
Anaïs Nin, in Delta de Vénus
Monday, May 21, 2007
Wednesday, May 16, 2007
Hoje fui apanhada nas filmagens daquela coisa um bocado manhosa que dá na Sic Radical - "Vai Tudo Abaixo". Estejam atentos à palerma de top psicadélico em tons de preto e cor-de-rosa choque, óculos size XL, toda marreca e ar esbaforido do calor, que ficou especada a olhar para trás. Serei eu. Foi assim que fiquei imortalizada em televisão.
Sou mais prosa que poesia. Ainda assim...
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
(D M-F)
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
(D M-F)
Tuesday, May 15, 2007
Saturday, May 12, 2007
O eterno retorno
"(...) será o peso atroz e leveza bela?
O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas, na poesia (...) de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o fardo do corpo masculino. Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo tempo, a imagem do momento mais intenso de realização de uma vida. Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é.
Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes.
Que escolher, então? O peso ou a leveza?"
Milan Kundera, em A insutentável leveza do ser
O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas, na poesia (...) de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o fardo do corpo masculino. Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo tempo, a imagem do momento mais intenso de realização de uma vida. Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é.
Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes.
Que escolher, então? O peso ou a leveza?"
Milan Kundera, em A insutentável leveza do ser
Tuesday, May 8, 2007
Monday, May 7, 2007
Sunday, May 6, 2007
Cada um
Cada um que passa na nossa vida passa sozinho...
Porque cada pessoa é única para nós, e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa na nossa vida passa sozinho, mas não vai só...
Leva um pouco de nós mesmos e deixa-nos um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada.
Há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada.
Esta é a mais bela realidade da vida...
A prova tremenda de que cada um é importante
E que ninguém se aproxima do outro por acaso...
Antoine de Saint-Exupéry
Porque cada pessoa é única para nós, e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa na nossa vida passa sozinho, mas não vai só...
Leva um pouco de nós mesmos e deixa-nos um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada.
Há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada.
Esta é a mais bela realidade da vida...
A prova tremenda de que cada um é importante
E que ninguém se aproxima do outro por acaso...
Antoine de Saint-Exupéry
Saturday, May 5, 2007
e agora bolachas.
Até à vista. (pode ser que sim; o mais provável é que não)
(Sintam-se à vontade de nos injuriar. Nós também não gostamos lá muito de vocês, por isso tanto faz.
(Sintam-se à vontade de nos injuriar. Nós também não gostamos lá muito de vocês, por isso tanto faz.
(Se os outros podem ter blogs infelizes, porque não havemos nós de poder também?)
[aqui jaz um texto]
*NOTA PÓSTUMA
Fomos (somos?),
"um deprimente blog de jovens raparigas da classe média-alta, na casa dos 20 e poucos anos, a queixarem-se dos desgostos amorosos e a colocarem as culpas nos rapazes que abandonaram, e tal americano desembregado, a refugiarem-se no álcool (e nas bolachas?!) para reprimir a dôr".
Eventualmente, quando estiverem novamente reunidas as circunstâncias ideais, voltará a ser. Por hora mais comedidas no que diz respeito ao álcool, bolachas e TVI, não somos nada de concreto.
Subscribe to:
Posts (Atom)


